Imaginar o mundo sem a tecnologia pode ser um desafio. Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos, aliados ao progresso científico, contribuíram para modificar o comportamento dos seres humanos.

Bem como o relacionamento das pessoas com o aprendizado, com as informações e com o consumo de conteúdo.

Não demorou muito para que a tecnologia ganhasse o espaço das salas de aula.

Incorporada à metodologias ativas e práticas pedagógicas inovadoras, os recursos tecnológicos permitem ampliar o compartilhamento de conhecimentos, proporcionando novas formas de ensino-aprendizagem.

De acordo com dados da pesquisa TIC Educação, elaborada pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), 52% das escolas já utilizam os aparelhos celulares em atividades com os alunos.

Porém, não só dentro de sala a tecnologia se expandiu. Dentro da infraestrutura escolar, também, foi possível perceber quanto os recursos tecnológicos se aprimoraram.

Por exemplo, a instalação de sistema de combate a incêndiodentro de uma escola pode ser feita com o auxílio de softwares, bem como em conjunto com programas de monitoramento, que avaliam toda a segurança do espaço.

Entretanto, os exemplos acima são apenas um recorte das inúmeras vantagens da tecnologia nas escolas.

Neste artigo, vamos abordar como o avanço tecnológico contribuiu para, entre muitas coisas, reduzir o uso de papel e colaborar com ações sustentáveis.

Tecnologia em sala de aula: quais as vantagens?

As populares Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), como os dispositivos móveis, softwares de controle (como os programas de sonorização de ambientes residenciais).

Assim como, aplicativos e programas de desenvolvimento, são alvo de inúmeras discussões na sociedade.

Entre os debates, encontra-se a aplicação das TICs na área educacional, principalmente quando tratamos dos smartphones, tablets e celulares com acesso à internet.

Em geral, existe um consenso entre educadores e pesquisadores, que consideram benéfico o uso das tecnologias, tanto para estudantes quanto para professores.

Afinal, é possível pesquisar sobre qualquer assunto rapidamente, apenas com um aparelho em mãos.

Por exemplo, se um professor quer saber sobre os processos químicos e físicos que envolvem o jateamento em vidro temperado, o aluno pode obter essa informação diretamente pela internet, proporcionando um aprendizado dinâmico e mais completo.

Além disso, a tecnologia promove um ensino mais interativo e imersivo, para que o estudante possa visualizar os estudos, pesquisas e informações em telas multimidiáticas.

O efeito de tudo isso é a maior ampliação e retenção do conhecimento, ainda mais para a geração que já nasceu no “boom”da internet.

Imagine usar uma série de controles de temperatura para automação, dentro de um jogo com realidade virtual, para explicar para os alunos como converter Celsius em Fahrenheit? As possibilidades são inúmeras.

Contudo, mesmo com os avanços da transformação digital, o próprio indivíduo precisa estar disposto a se adaptar.

De nada vale incentivar o uso de TICs na sala de aula, se os estudantes pouco estão preocupados em compreender a temática e somente utilizam a internet para diversão.

Portanto, mais do que compreender as vantagens da tecnologia, é necessário repensar os métodos de ensino-aprendizagem, para realmente incorporá-los na escola.

Sustentabilidade, tecnologia e sala de aula: como se relacionam?

Fora todos os benefícios para o aprendizado dos alunos, a tecnologia também tem um papel fundamental nas ações sustentáveis.

Um exemplo notório é no processo de impermeabilização de parede com umidade, serviço que pode ser feito com o uso de produtos biodegradáveis. Assim, diminui-se os impactos ambientais, com redução de contaminantes no solo e águas.

Nas escolas, a tecnologia tem ajudado muito na diminuição do uso de papel. Afinal, cadernos, apostilas, blocos de anotações e agendas são artigos de todo material escolar.

A tecnologia e a redução do papel

O Brasil alcançou o quarto lugar mundial na produção de papel, chegando a mais de 12,8 milhões de toneladas. Em média, o consumo de papel é de 6 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a 40% do lixo seco de uma pessoa.

Apesar de 100% do papel brasileiro ser fabricado com madeira de reflorestamento, ou seja, com árvores especialmente plantadas para a produção de celulose, sem provocar desmatamento, o processo de fabricação ainda tem impactos na natureza.

Durante a fabricação de aproximadamente 1 tonelada de papéis corrugados, gasta-se 2 toneladas de madeira (o equivalente a cerca de 15 árvores), 44 a 100 mil litros de água e de 5 a 7,6 mil kilowatts de energia.

Fora isso, o processo também utiliza componentes químicos, que podem impactar negativamente o meio ambiente. São mais de 18 Kg de poluentes orgânicos descartados nos efluentes e 88 Kg de resíduos sólidos.

Entre os elementos, destacam-se as fibras, breu (um material insolúvel em água) e celulose (de difícil degradação no meio ambiente).

Bem como o agente químico de branqueamento do papel, que é altamente prejudicial para o ecossistema aquático, além de poluir o solo e lençóis freáticos.

Diante desse cenário, percebe-se como a produção de papel impacta na natureza é o quão necessário é pensar formas para reduzir o consumo de papel.

Uma das formas é aplicar a tecnologia na redução do uso do papel em salas de aula, um dos ambientes que mais utiliza o material e, com isso, contribuir para o desenvolvimento sustentável e a conscientização ambiental.

Dessa forma, além de ajudar a natureza, a tecnologia é uma forte aliada no compartilhamento de valores cidadãos na escola!

Exemplos de como usar a tecnologia para reduzir o uso de papel nas escolas

Todavia, a tecnologia já ajudou muitas empresas a diminuírem impactos ambientais.

Por exemplo, durante a instalação de geradores a diesel, as ferramentas avançadas e altamente tecnológicas evitam o desperdício do combustível, que é prejudicial à natureza e também ao ser humano.

Mas, como incorporar ações desse tipo nas escolas?

Em primeiro lugar, é preciso considerar alguns aspectos:

  1. Onde os papéis são usados na escola?
  2. É realmente possível substituir o papel?
  3. Todos os alunos serão capazes de usar a tecnologia?
  4. Os professores são capazes de usar a tecnologia?

Depois de responder todas as perguntas, pode-se pensar em estratégias para reduzir o número de papel no ambiente escolar.

Pensando nisso, veja a seguir algumas dicas essenciais.

Envio de material complementar digitalizado

Imagine que em uma aula sobre redes de tratamento de água, aplicado em um filtro para piscina pequena.

Na qual o professor encontrou um texto ótimo, explicando todo o processo, só que o conteúdo estava em um livro impresso, sem reprodução virtual.

Ao invés de tirar xerox para todos os alunos do material, o professor pode escanear o texto e enviá-los aos alunos em formato digital.

Assim, os estudantes podem ler o material complementar diretamente nos celulares, tablets, smartphones, notebooks e desktops, reduzindo o uso de papel.

Se o professor encontrar conteúdos virtuais é melhor ainda! Já que não é preciso nem ao mesmo escanear o material, basta enviá-lo diretamente aos alunos.

Envio de atividades em plataformas virtuais

Se a escola tiver recursos possíveis e todos os alunos tiverem acesso à internet, é possível planejar uma plataforma virtual para o envio de atividades complementares.

Com isso, o aluno não precisa “arrancar” uma folha do caderno para entregar ao professor, ou adquirir outro material impresso.

Assim, ao pedir uma produção textual que trate sobre os benefícios de adquirir o laudo de periculosidade operador de empilhadeira, aos alunos de um curso técnico de Segurança do Trabalho, é possível incentivar o envio da redação pela internet.

Armazenamento de arquivos virtuais

Além dos alunos, a tecnologia também colabora com o setor administrativo das escolas, pois oferece a possibilidade de escaneamento ou produção de documentos virtuais, dispensando as imensas prateleiras com arquivos impressos.

Mais do que reduzir o uso do papel e contribuir para o desenvolvimento sustentável, os documentos digitais podem ser alocados em sistemas altamente seguros, que evitam a perda, extravio e outros danos nos arquivos.

Porém, outra vantagem é a facilidade de acessar informações no banco de dados.

Sendo assim, com o armazenamento virtual, não é preciso dispender de várias horas para encontrar um documento, visto que grande parte do softwares possui uma biblioteca de arquivos com fácil localização por nome, palavra-chave, assunto, entre outros.

Incentivo à reciclagem de papel

No Brasil, apenas 37% do papel consumido é reciclado. Desse total, 80% é destinado à confecção de embalagens, 18% a papéis sanitários e apenas 2% à impressão.

Sendo assim, a tecnologia pode ajudar a incentivar a reciclagem do papel, por meio de conteúdos interativos, como jogos e atividades lúdicas em ambientes virtuais.

Portanto, como os  que abordam a necessidade do processo de reciclagem, ensinam crianças e jovens na identificação de lixeiras para coleta seletiva e, ainda, compartilham maneiras caseiras de como reaproveitar o papel.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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3 comentários
  1. Gostei muito do texto e retirei um fragmento do mesmo (adaptação) para trabalhar com minhas duas turmas do 6º ano EF. Servirá como reforço da aula de Ciências Naturais, na qual apliquei o conteúdo “Sustentabilidade e Tecnologia”. Estou pensando em fazer uma sequência Didática do Artigo.
    Obrigado.

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