A pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, fechou as portas de muitas escolas de ensino regular e profissionalizante em todo o Brasil. Trata-se de uma das medidas de contenção da doença e diminuição do contágio. 

De acordo com o relatório do Banco Mundial, mais de 1,5 bilhões de alunos ficaram sem estudos presenciais em 160 países. 

Com esse cenário, muitos gestores escolares tiveram que buscar saídas emergenciais para continuar as atividades. Principalmente, com o auxílio de suportes remotos de ensino e a introdução de novas metodologias, apoiadas em tecnologias digitais.

Afinal, de uma hora para outra, as aulas presenciais foram substituídas para a modalidade de ensino a distância (EAD). Obrigando professores e alunos a um aprendizado rápido de novas tecnologias de comunicação e informação (TICs).

Segundo dados da UNICEF , cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes, de 9 a 17 anos, não têm acesso à internet em casa. Isso, corresponde a cerca de 17% de todos os brasileiros nessa faixa etária.

Ou seja, o EAD acaba sendo algo muito distante dessa realidade. Por isso, falar de um ensino remoto no Brasil gera bastante controvérsia. Pois, parte dos estudantes não possuem os recursos necessários para o acompanhamento de aulas online.

Mesmo para os alunos com acesso à internet, há um grande esforço para aprender e gerenciar o tempo dentro de casa. Para os mais jovens, desenvolver a disciplina para estudar no modelo EAD é ainda mais difícil.

Tudo isso, somando ao contexto de estresse, pois estão confinados em casa. Longe dos amigos e durante um surto na saúde a nível internacional. 

Não se pode esquecer dos pais, que muitas vezes, precisam conciliar suas próprias tarefas diárias com as atividades escolares dos filhos.

Quer dizer, os desafios da educação em tempos de pandemia da Covid-19 são inúmeros. O artigo de hoje vai mostrar que há alternativas que podem ajudar em um ensino de qualidade, em soluções que ajudam a driblar a crise. Acompanhe a leitura!

EAD é muito mais do que tecnologia

Normalmente, as pessoas associam o ensino a distância com a necessidade de uma alta tecnologia, intermediada por plataformas digitais com acesso à internet.

Claro que, não só a educação usa esse instrumento. Mas, também empresas que desejam vender online, já que é possível encontrar dentre uma lâmpada bulbo led 20w. Entre outros tipos de produtos e serviços, em ambientes online.

Além das questões de infraestrutura e conectividade, a implementação de novas modalidades de ensino de forma rápida, devido à pandemia, evidenciou a necessidade de preparação dos professores e gestores de escola.

Os professores compartilham de várias inseguranças. Em relação às questões mais técnicas, como por exemplo, dar a aula online, gravar vídeos, preparar materiais que possam ser compartilhados com os alunos, entre outros.

A preocupação soma-se, ainda, com a participação dos estudantes. 

Afinal de contas, explicar geometria usando uma caixa grande de madeira dentro de sala de aula é algo bem diferente de ensinar online, principalmente quando os professores não têm tanto domínios das ferramentas.

Nesse sentido, percebeu-se que há um déficit de formação de professores em TICs e metodologias ativas, algo que torna difícil o engajamento. 

Além do mais, esse preparo exige tempo, não ocorre do dia para a noite. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus não deixou espaço para especialização dos educadores.

Por isso, há a tendência dos professores em reproduzir o modelo presencial, utilizando o mesmo calendário e grade curricular. Segundo os especialistas, esse é o principal problema, pois a postura pedagógica em ensino EAD é diferente.

Ora, podemos comparar com o próprio comportamento de todas as pessoas na internet. 

Quando vamos comprar assoalho de madeira maciça online, as pesquisas que realizamos e toda a nossa tomada de decisão é bastante diferente em relação à compra em um estabelecimento físico.

Na sala de aula, o feedback entre aluno e professor é direto e permanente. Basta olhar ao redor para perceber se há o engajamento dos alunos, se a classe está compreendendo o que está sendo ensino, etc. No ensino a distância, não há esse controle. Daí a necessidade de pensar em soluções e repensar as práticas.

Por isso, muito mais do que intermédio das tecnologias e da internet, o EAD também requer uma reflexão sobre metodologias, o que exige ainda mais dos professores diante do cenário de pandemia da Covid-19.

5 dicas para estudar a distância durante a pandemia

Apesar dos inúmeros desafios do ensino a distância durante a pandemia da Covid-19, aos poucos os professores, alunos e familiares conseguem adaptar-se à realidade, promovendo uma troca de aprendizagens satisfatória.

O mesmo vale para os gestores de escolas, que precisaram adaptar o seu relógio de ponto biométrico homologado, ou outras maneiras de registro de trabalho dos professores, também com o auxílio das tecnologias.

Inclusive, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em conjunto com as empresas Microsoft, Google e Facebook, lançou uma coalizão mundial para assegurar a educação a distância, com auxílio dos recursos tecnológicos.

Abaixo, separamos algumas dicas que podem ajudar no EAD em tempos de coronavírus. Confira!

#1 – Crie grupos com os alunos, pais e/ou responsáveis

A comunicação é uma das principais exigências desse novo cenário de ensino. Os professores precisam manter contato não só com os alunos, mas também com os pais e/ou responsáveis, já que a família tornou-se a principal aliada para a qualidade do EAD.

Os grupos podem ser criados em diversos aplicativos e redes sociais, tais como:

  • Whatsapp;
  • Telegram;
  • Grupo no Facebook;
  • Lista de e-mail;
  • Entre outros.

Além disso, pode ser interessante sugerir que os estudantes criem um grupo próprio, para ajudar na troca de experiência e na promoção de interações sociais.

Os grupos também são ótimos para compartilhamento de informações importantes e servem como uma base de ajuda. 

Por exemplo, um aluno pode perguntar onde fazer assistência técnica imac para que ele possa acompanhar melhor as aulas, bem como os professores podem compartilhar conteúdos interessantes.

#2 – Use as salas de aula virtuais

Muitas empresas de tecnologia liberaram ferramentas gratuitas para auxiliar o ensino em tempos de coronavírus. 

É o caso, por exemplo, o Google Classroom e do Microsoft Teams, que são plataformas que ajudam na organização de materiais e permitem a conexão em tempo real entre alunos e professores.

Assim, caso um professor tenha que responder uma questão de física, com uma atividade envolvendo o escoramento de laje treliçada, o desenho da questão pode ser compartilhado com todos os alunos, em uma apresentação virtual.

Desse modo, é possível melhorar consideravelmente o engajamento e a participação dos estudantes durante os períodos de aula.

#3 – Compartilhe e-books gratuitos

Uma sugestão de atividade além da sala de aula virtual é a leitura de e-books (livros eletrônicos) disponíveis gratuitamente na internet.

Os professores podem pesquisar alguns sites que oferecem esse conteúdo e compartilhar com os alunos, recomendando a leitura como atividade escolar, mas também como uma forma de aproveitar melhor o tempo livre.

Quando possível, compartilhe os links para os e-books nas plataformas de aula e nos grupos, para que os alunos não se esqueçam de baixar o conteúdo.

#4 – Ofereça materiais em vídeo

Imagine, por um momento, que você está buscando como se instala uma gancheira horizontal e se deparou com uma série de conteúdos online, incluindo artigos e vídeos tutoriais.

Provavelmente, o interesse será maior no material audiovisual, muito pela facilidade de consumo.

O mesmo vale para as questões relativas ao ensino. Principalmente para crianças, os vídeos são uma excelentes alternativas de aprendizado, pois os alunos ficam mais focados e, ainda, podem aprender brincando.

No entanto, o papel do professor e dos pais é fundamental para a seleção dos conteúdos. Visto que a internet é um mar de informações e, ao mesmo tempo pode oferecer algo muito valioso, por exemplo, a respeito do conserto de carro rangendo, também é um palco propício para a desinformação.

#5 – Faça testes dos equipamentos

É importante que, tanto os professores e/ou monitores quanto os alunos, sempre façam testes para verificar se as plataformas estão funcionando corretamente e se a internet está cooperando para o desenvolvimento da aula.

Lembre-se que algumas falhas técnicas podem acontecer. Mas, estar preparado é o primeiro passo para garantir que a qualidade de ensino não seja atrapalhada por ineficiência dos recursos tecnológicos.

Conclusão

A pandemia da Covid-19 fez com que o ensino a distância tivesse que ser implantado às pressas nas escolas. Especialmente, por conta do fechamento das instituições de ensino regular e profissionalizante para conter o avanço da doença.

Além do próprio desafio referente ao uso das TICs, também percebe-se a necessidade de formação dos pais, professores e gestores de escola. Algo que não foi possível devido às iniciativas apressadas para garantir a permanência do ano letivo.

No entanto, com algumas ações e planejamentos, é possível garantir a qualidade da educação regular e profissionalizante. Ainda como o preparo dos professores, que “aprendem fazendo” junto com os alunos, familiares e gestores escolares.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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