Como utilizar as plataformas de redes sociais na comunicação com alunos

O crescimento das redes sociais avançou a passos largos nos últimos anos. São mais de 4 bilhões (53% da população mundial) de pessoas com acesso à internet e 3,1 bilhões (42%) de usuários ativos nas redes sociais.

Só no Brasil, cerca de 130 milhões de pessoas utilizam o Facebook mensalmente e 67% das pessoas estão conectadas a alguma das plataformas de redes sociais.

Entre as redes sociais mais populares dos brasileiros, destacam-se o Youtube (60% de acesso), o Facebook (59%), Whatsapp (56%) e o Instagram (40%).

O Brasil ocupa posição de liderança nos países latino-americanos que mais acessam as plataformas de redes sociais. Em segundo lugar, temos o México.

A popularidade e o progressivo avanço das redes sociais fez com que muitas empresas adotassem essas plataformas como importantes ferramentas de marketing digital.

É possível encontrar páginas de Facebook, contas comerciais no Instagram e muitos outros perfis profissionais nas redes.

Além disso, muitos usuários passaram a procurar por diversos serviços com o auxílio dos canais de relacionamento.

Até mesmo atividades bem específicas, como a instalação elétrica em alvenaria estrutural, podem ser encontradas em uma página no Facebook.

Fora as empresas, as organizações de ensino também tiveram que se adaptar às redes sociais, principalmente por conta de seus alunos, que frequentemente utilizam as mídias online.

Tanto que uma das discussões mais recorrentes do campo da Educação é justamente a presença do celular em sala de aula.

Contudo, não é necessário demonizar as plataformas de redes sociais . Ao contrário, pode-se muito bem utilizá-las em prol de uma comunicação mais eficiente com os estudantes e como ferramentas de ensino.

Afinal, dá pra aprender sobre muitas coisas com o auxílio da internet e dos recursos online.

Veja algumas dicas de como utilizar as plataformas de redes sociais na comunicação com os alunos!

Plataformas de redes sociais: dicas infalíveis

1) Compartilhamento de conteúdos educativos extras

As redes sociais são ótimos espaços para compartilhamento de conteúdos interativos e multimidiáticos.

Por exemplo, numa escola regular, ao fazer um trabalho escolar, o professor pode enviar aos seus alunos materiais extra para completar a aprendizagem em sala de aula.

Na prática, podemos usar como ilustração um trabalho na área de biologia animal de uma escola regular.

O professor pode mandar alguns conceitos básicos sobre como é feita uma consulta veterinária para animais idosos, diretamente em um grupo do Facebook com os seus alunos, ou em um grupo do Whatsapp.

Dessa maneira, os estudantes são orientados a ler esses novos materiais enviados pelo professor, consumindo um conteúdo de qualidade. 

Importante ressaltar que a internet oferece um mar de informações. Mas, se não usada corretamente, com a orientação certa, ela pode prejudicar o aprendizado.

Daí a importância do professor ou instrutor como mediador dos conteúdos online enviados pelas plataformas de redes sociais.

2) Aproximação da escola com pais, responsáveis e alunos

Muitas instituições de ensino criam perfis em redes sociais para mostrar o dia a dia em sala de aula, bem como divulgar eventos.

Esses canais podem ser muito eficientes para aproximar a escola dos pais e/ou responsáveis, que podem acompanhar as atividades.

Além disso, as redes sociais podem funcionar como canais de recados, especialmente quando é preciso anunciar algo em caráter emergencial. 

Por exemplo, se uma escola suspender as atividades para realizar a manutenção preventiva geradores diesel do local, é importante informar os pais e/ou alunos formalmente e também pelas redes, visto que muitas pessoas se informam somente pelas plataformas online.

Ou seja, as plataformas de redes sociais aproximam a escola dos pais e/ou alunos, pois assumem um papel como canais de comunicação rápida e instantânea.

3) Fomentar debates mais aprofundados

A escola é um ambiente propício para debates. A partir do confronto de ideias, os alunos podem aprender mais e melhor, respeitando o diálogo e aprendendo como formular argumentos válidos.

Nesse contexto, as redes sociais são ótimas aliadas para fomentar debates mais aprofundados e fora do ambiente escolar.

Por exemplo, em uma escola regular, o professor pode pedir que os alunos discutam temáticas relacionadas às leis de trânsito e o porquê é preciso fazer a regularização de CNH suspensa em casos específicos.

Em um grupo de Whatsapp, os alunos da turma podem iniciar um debate, com compartilhamento de links, notícias de jornais, leis de trânsito e outros conteúdos ricos que ajudam a melhorar a qualidade do debate.

4) Divulgação de eventos em calendários

O Facebook é considerado a rede social mais popular do mundo. O Brasil é o terceiro país com número de usuários ativos na plataforma, perdendo para os Estados Unidos e Índia.

Além da praticidade de uso e o grande número de pessoas que navegam na rede, o Facebook oferece inúmeras ferramentas, entre elas o “Meu Calendário”, onde é possível criar eventos.

As instituições de ensino e demais organizações podem usar o calendário do Facebook para aumentar a divulgação de eventos.

Assim, caso uma escola queira fazer um dia das mães, com consultas gratuitas de acupuntura para labirintite aos responsáveis de seus alunos, é possível criar um evento na rede social para isso.

Além de aumentar a divulgação, os eventos criados nos calendários oferecem informações como:

  • Quantidade de pessoas interessadas;
  • Quantidade de pessoas que confirmaram presença;
  • Espaço para troca de informações e dúvidas;
  • Espaço com dados do evento (local, hora, dia).

Portanto, além de uma ferramenta de divulgação eficiente, o calendário do Facebook ajuda as escolas e empresas a terem acesso a uma média de pessoas que, provavelmente, irão ao seu evento.

Isso ajuda na hora de planejar e organizar, facilitando o trabalho dos responsáveis pela atividade.

Fora os calendários, as redes sociais podem ser utilizadas para divulgação de parceiros da escola.

Uma empresa que faz locação de lavadora de piso pode oferecer condições especiais aos pais e/ou responsáveis com filhos matriculados na instituição, sendo possível divulgar a oportunidade pelas redes.

5) Chats para tirar dúvidas

A internet e as plataformas de redes sociais modificaram as maneiras como lidamos com a informação. Hoje em dia, basta “dar um Google” e receber inúmeros tipos de conteúdos, de forma rápida e instantânea.

Essa rapidez tem afetado diretamente a educação, pois, os alunos querem ser informados e ter acesso ao conhecimento rápido.

Por conta disso, é interessante que a instituição de ensino tenha um canal de comunicação online. Basicamente, um chat para tirar as principais dúvidas dos alunos.

Por exemplo, um grupo de alunos está simulando um sistema de pressurização residencial em maquete, para apresentar na aula de física de uma escola regular, mas ficou com dúvidas a respeito da montagem do trabalho.

O professor pode disponibilizar um canal de comunicação instantânea, para que os alunos possam conversar com a escola e sanar dúvidas a respeito da atividade, sem ter que esperar muito tempo.

Além de ser uma maneira dinâmica e rápida de atendimento, as redes sociais evitam o deslocamento físico dos alunos.

Tanto que, na rotina corrida das grandes cidades, muitos estudantes não se reúnem mais para fazer trabalhos, já que é possível conversar e trocar informações online, em tempo real.

Alguns cuidados com o uso das redes sociais na Educação

Apesar das vantagens da internet e das redes sociais para o processo de aprendizagem, é necessário ter alguns cuidados ao utilizar esses canais para a comunicação com os alunos.

Portanto, antes de mais nada, saiba se a instituição de ensino conta com uma mídia oficial e se há a possibilidade de interação online.

Não exclua alunos sem redes sociais

Mesmo com um grande número de usuários ativos, nem todos os alunos podem ter acesso à internet ou mesmo ter um perfil nas redes sociais.

Por isso, conteúdos obrigatórios, comunicados importantes e informações indispensáveis devem ser repassados na escola e por outros meios de contato, como cartas, telefone, conversa com os pais e/ou alunos, etc.

Também é importante comunicar os pais e/ou responsáveis caso utilize alguma rede social com fins educativos. Isso porque muitos alunos podem usar a escola como “desculpa” para passar mais tempo online.

Estabeleça regras de boa convivência nas redes

As redes sociais são espaços de interação. Por conta disso, é necessário estabelecer regras de conduta e boa convivência para evitar atritos, desentendimentos e, até mesmo, o cyberbullying.

Evite colocar propagandas nas redes sociais da escola, mesmo quando requisitadas por um aluno.

Por exemplo, se um estudante perguntar onde é possível encontrar um serviço de entrega com fiorino, a pedido dos pais, o professor ou instrutor deve orientá-lo a pesquisar em outro local.

É fundamental conscientizar os alunos que as plataformas de redes sociais escolares são espaços para compartilhamento de informações relevantes, conteúdos educativos e temas abordados nas escola.

Não exponha demais os alunos

As escolas com alunos menores de idade precisam ter atenção quanto ao uso de imagens, principalmente de crianças.

Há recomendações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sobre isso. Portanto, as instituições precisam levar em consideração todas as normas de direitos de seus alunos.

Além disso, as redes sociais podem ser fontes de informação para pessoas mal intencionadas.

Por isso, não exponha os alunos, tenha cuidado ao publicar endereços, nomes, contatos telefônicos e outros dados.

Lembre-se: as redes sociais podem ser acessadas em qualquer lugar do mundo e por qualquer pessoa!


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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