Você provavelmente já deve ter ouvido falar da sustentabilidade. O termo é bastante popular, especialmente quando tratamos de natureza.

No entanto, o conceito é muito mais amplo e complexo, sujeito a diversas abordagens transdisciplinares.

No sentido literal, a palavra “sustentabilidade” consiste na capacidade de sustentação de um sistema.

Por exemplo, o termo pode ser usado no seguinte contexto: “as redes para quadras esportivas têm sustentabilidade para suportar grandes pesos”.

O que se verifica no exemplo é o termo sustentabilidade sendo usado como sinônimo de “aguentar, suportar”, já que as redes são capazes de suportar grandes pesos.

Ou, então, outro significado atribuído à palavra sustentabilidade é “resistir”. Observe a frase a seguir: “a mesa de plástico para festa precisa de mais sustentabilidade para aguentar todos os enfeites”.

Portanto, o conceito de sustentabilidade é intertemporal do conceito, além de permitir várias interpretações.

E o desenvolvimento sustentável?

Entre os múltiplos significados da palavra sustentabilidade, um dos mais recorrentes é o conceito associado ao desenvolvimento sustentável.

Neste caso, o termo refere-se ao atendimento das necessidades das gerações humanas na sociedade atual e futura, em um contexto de finitude de recursos.

De uma forma mais simples, o desenvolvimento sustentável diz respeito ao uso de recursos para a manutenção da sociedade, mas compreendendo a necessidade de se pensar em alternativas ambientalmente viável, para que estes mesmos recursos possam ser aproveitados pelas gerações futuras.

Em um exemplo prático, podemos ver a instalação de painel solar industrial para substituir a energia hidrelétrica, as ações de reciclagem, a diminuição do uso de plástico, entre outras manifestações.

Como é possível incentivar práticas de sustentabilidade com os alunos?

O uso inteligente dos recursos naturais, a preocupação com o meio ambiente, o planejamento de alternativas viáveis para a redução de impactos ambientais são apenas alguns dos temas frequentemente tratados pelas escolas, independentemente de faixa etária.

E não apenas no Ensino Fundamental e Médio as discussões sobre sustentabilidade entram em pauta – cursos técnicos e de graduação também fomentam debates envolvendo a preservação do meio ambiente, inclusive com aplicações práticas.

Um exemplo é a substituição de tintas tóxicas por produtos biodegradáveis para a pintura externa de prédios, alternativa que já está sendo incorporada em muitos cursos de pedreiro e relacionados à construção civil.

Abaixo, separamos algumas dicas para incentivar práticas de sustentabilidade com os seus alunos. Confira!

1 – Uso de materiais reciclados

De acordo com a definição do Ministério do Meio Ambiente, a reciclagem consiste em um conjunto de técnicas para o reaproveitamento de materiais descartados, colocando-os de volta ao ciclo produtivo, como matéria-prima ou como produto.

Por exemplo, durante o serviço de instalação de elevadores em prédios antigos, houve a retirada de muitas placas metálicas. Ao invés de jogá-las no lixo convencional, é possível optar pela reciclagem, que irá transformar o metal em novos materiais reutilizáveis.

O metal, especialmente o alumínio, é um dos materiais com maior percentual de reciclagem no país. Além dele, outros resíduos sólidos passíveis de reciclagem são o papel, o vidro e os plásticos.

De todo lixo produzido no Brasil, mais de 30% têm potencial para ser reciclado. Apesar disso, o país recicla apenas 3%. Muito disso, deve-se à falta de incentivos da própria população. Por esse motivo, é interessante incentivar na escola práticas de reciclagem.

Mais do que diminuir a quantidade de resíduos sólidos urbanos, o processo de reciclagem tem muitas outras vantagens, incluindo:

  • O barateamento do produto reciclado;
  • A contribuição para o desenvolvimento econômico;
  • O aumento na geração de empregos;
  • A redução dos impactos ambientais no solo, ar e águas.

Algumas empresas e cooperativas de reciclagem são especializadas na produção de material escolar, como cadernos, ecobags, mochilas, estojos, entre outros artigos.

A escola pode firmar parceria com essas organizações e recomendá-las aos alunos, pais e/ou responsáveis.

2 – Redução do desperdício de água

A escola deve estar atenta aos hábitos de consumo de água de seus alunos, principalmente nas crianças e jovens.

Quando orientados desde cedo, os estudantes tendem a desenvolver maior consciência ambiental, modificando comportamentos até mesmo dentro de casa.

Oriente os alunos que, ao escovar os dentes, fechem as torneiras, quando não estiverem usando. Outra recomendação é evitar o desperdício de água potável, já que muitas crianças têm mania de encher copos de água e depois jogar fora.

Ao vivenciarem essas práticas na escola, os alunos podem, inclusive, orientar os próprios pais e/ou responsáveis, bem como familiares e amigos sobre a importância do uso devido da água.

A própria escola pode ter novos hábitos em relação à água. Por exemplo, ao investir em uma iluminação para piscina de fibra, aproveite para verificar se não há nenhum tipo de vazamento.

Outra sugestão é optar por sistemas de reaproveitamento de água, especialmente para lavagem do pátio escolar.

3 – Criação de uma horta coletiva

A horta coletiva é uma das muitas atividades sustentáveis que podem ser oferecidas pela escola.

A intenção é desenvolver nos alunos o sentimento de cuidado e proteção com a natureza, por meio de ações de cultivo, plantação e manutenção da horta.

Além disso, todo o processo de trabalhar diretamente com a terra, com as plantas e saber a hora certa de fazer a colheita, é uma forma de conectar os alunos com as práticas da agricultura.

Para o desenvolvimento de uma horta coletiva nas escolas, lembre-se de verificar todos os pré-requisitos necessários.

É possível que, dependendo do local, haja a necessidade de ter um laudo de AVCB, um documento requisitado pelo Corpo de Bombeiros que atesta a segurança das instalações contra incêndios.

Ademais, a escola deve incentivar os alunos a não usarem agrotóxicos, visto que eles são prejudiciais à saúde e agridem o meio ambiente.

4 – Redes de carona entre os alunos

Os carros são grandes produtores de gases tóxicos, altamente prejudiciais à atmosfera e meio ambiente.

Contudo, na atual sociedade, os meios de transporte são essenciais para a locomoção, ainda mais nos grandes centros urbanos.

Para diminuir o efeito dos gases dos veículos, a escola pode incentivar a criação de redes de carona entre os alunos.

Dessa forma, os pais e/ou responsáveis se revezam entre os dias de levar os estudantes até à escola.

Além de uma ação sustentável, as redes de carona são excelentes para a redução de custos. Dessa forma, é possível economizar gastos com combustível.

5 – Criação de novos objetos com lixo

Já ressaltamos todos os benefícios do processo de reciclagem. Mas, que tal os próprios alunos colocarem a mão na massa e criarem novos produtos a partir do lixo?

Essa pode ser uma experiência bastante positiva para pensar a sustentabilidade. Uma maneira de aplicar essa ação é recolher garrafas pet e transformá-las em brinquedos.

Ou então, peça para que os alunos juntem uma determinada quantidade de papel usado e os ensine a como reciclar o material em casa.

A transformação de lixo não só ensina práticas sustentáveis, mas também é uma ótima ferramenta para ensinar conteúdos sobre arte, química, matemática e outras matérias.

6 – Trabalho de conscientização dos alunos

A escola pode trabalhar a transdisciplinaridade para desenvolver a conscientização dos alunos a respeito da sustentabilidade.

Uma forma de fazer isso é propor um espaço com sonorização de ambientes fechados com sons da natureza, onde os alunos devem produzir conteúdos sobre preservação ambiental, respeito com os animais e ações para promoção do desenvolvimento sustentável.

Esse tipo de tarefa estimula o senso crítico dos estudantes, além de ser uma boa maneira de orientar quanto às práticas de cidadania, tão importantes para a vida em sociedade.

Além disso, a tecnologia pode ser uma aliada na melhoria e implementação de atividades sustentáveis em âmbito escolar.

Por exemplo, ao invés de tarefas em papel, os professores podem requisitar lições de casa por e-mail, em arquivos PDF.

Dessa forma, é possível reduzir o uso do papel, já que a fabricação é bem impactante ao meio ambiente.

7 – Promoção de Feiras de Ciências sustentáveis

As Feiras de Ciências são quase uma tradição nas escolas. Por conta disso, é uma boa oportunidade para os alunos apresentarem o que aprenderam sobre desenvolvimento sustentável e, ainda, apresentarem experimentos que possam ajudar na redução dos impactos ambientais.

Desse modo, vale ressaltar que as feiras são transdisciplinares, portanto, é possível trabalhar mais de uma matéria ao mesmo tempo.

Assim, ao apresentar alternativas para produção de eletricidade, os alunos podem falar sobre processos físicos para a transformação da energia solar, bem como apresentar um mapa com as regiões mais ensolaradas do Brasil.

Incentive todos os alunos a participarem das feiras da escola, mesmo com projetos pequenos.

Portanto, mais do que uma oportunidade de aprender sobre sustentabilidade, as feiras ajudam a estimular o trabalho em equipe, o desenvolvimento de habilidades cognitivas e melhoram a comunicação dos estudantes com o público.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

22 Shares:

Deixe uma resposta

Você Também Pode Gostar