Como estudar robótica pode oferecer vantagens no mercado de trabalho

Todo mundo sabe o quanto a tecnologia nos rodeia no nosso próprio dia a dia. Ela está nos meios de comunicação, de transporte, nos produtos que consumimos, serviços que contratamos e daí por diante.

O que nem todo mundo sabe é o papel que a robótica desempenha nesse universo incrivelmente tecnológico.

Naturalmente, a imagem tradicional de um robô como sendo um androide (robô semelhante a um humano) não é totalmente verdadeira. Embora haja essa frente de estudo e desenvolvimento, a verdade é que o conceito de robótica vai muito além.

Hoje, a robótica está presente em laboratórios, indústrias e até mesmo em algumas residências. Ela pode compor desde o projeto de um gerador silencioso predial até esteiras de unidades fabris dotadas de inteligência artificial.

Imagem: divulgação

De fato, a robótica nada mais é que a automatização de um processo que ou se torna mais fácil quando retirado da esfera de força de trabalho humana ou – indo mais além – jamais poderia ser feito por um ser humano.

Aqui podemos falar tanto sobre força – uma máquina é muito mais forte que um homem – quanto podemos falar sobre trabalhos especiais e perigosos, tal como os realizados em selvas, no fundo dos oceanos ou até mesmo no espaço sideral.

Não é raro ouvir dizer que a robótica e a programação são o trabalho do futuro. Portanto, se você quer ficar por dentro desse universo incrível e entender quais as vantagens que estudar essa disciplina e ministrá-la em instituições de ensino podem trazer profissionalmente, siga conosco na leitura deste artigo.

Robótica: Por quê, como e para quem ensinar?

Enquanto matéria de estudo, a robótica cresceu mais de 20% no último período, segundo dados do IDC Brasil, que é a versão nacional do International Data Corporation, famoso escritório de consultoria e pesquisa de mercado.

Segundo a mesma fonte, em termos de mercado, o crescimento será ainda mais barulhento: até o ano de 2021, a aplicação de robôs colaborativos (tanto para finalidades residenciais, quanto para projetos de automação industrial) deverá crescer mais de 70%.

Como vimos acima, a robótica decididamente é multidisciplinar, que depende da união de várias técnicas, programações, algoritmos e configurações para atingir as suas finalidades. As matérias mais tradicionalmente envolvidas são:

  • Lógica matemática;
  • Engenharia mecânica;
  • Design mecânico;
  • Inteligência artificial;
  • Engenharia elétrica;
  • Engenharia mecatrônica;
  • Física aplicada.

Apesar desse currículo amplo e desafiador, a robótica está longe de ser aquele tipo de disciplina que assusta os alunos.

Daí a importância de entender como e por que ela tem se disseminado na área da educação. A verdade é que, recentemente, cada vez mais escolas têm investido no ensino da robótica, voltado até mesmo para crianças.

Uma criança de cinco anos, certamente, não sabe nada a respeito do universo de usinagem de engrenagens. Contudo, é bem provável que ela já manipule um celular, um tablet ou mesmo uma smart TV sozinha, talvez com auxílio indireto dos pais.

Vivemos, de fato, a era dos nativos digitais, que são os jovens da Geração Z, nascidos de meados do ano 2000 para cá.

Como dito, eles tiveram um acesso à tecnologia, à comunicação e à multimídia que seus pais não tiveram. E é justamente isso que os torna mais inclinados às aulas e exposições que envolvem robótica.

Ao explorar o papel da robótica na fabricação e na retífica de motor automotivo, por exemplo, não é difícil mostrar como isso está presente no dia a dia da maioria das crianças. Além de fazer sentido imediatamente, isso desperta um interesse genuíno.

Com isso, algumas disciplinas que sempre foram consideradas mais difíceis, como matemática e lógica, podem ser praticadas sob o guarda-chuva de uma matéria mais ampla e que se coloca de modo lúdico perante os educandos.

Também é possível fazer o caminho inverso: partir da simples revisão mecânica de uma moto ou do motor de uma geladeira e, a partir desses elementos triviais, avançar por terrenos complexos como o da robótica industrial, cilíndrica, cartesiana, daí em diante.

Por dentro das maiores profissões do futuro

Uma expressão bastante em alta atualmente é “profissões do futuro”. Esse conceito pode parecer exagerado ou descolado da realidade atual.

Todavia, uma simples visão de conjunto nos mostra que realmente alguns paradigmas estão mudando bastante rápido, de tal modo que dentro de poucos anos realmente estaremos em um modo bastante diferente em termos de tecnologia.

Um exemplo prático disso se dá no famoso sistema supervisório scada (sigla para Supervisory Control and Data Acquisition).

Esse software de controle e monitoramento tem várias aplicações industriais, porém, mais recentemente tem sido bastante aplicado em projetos de automação residencial e predial.

De fato, a automação residencial também é conhecida como “domótica”, que nada mais é do que um termo que une as palavras domus (casa, em latim) e robótica. Se há um modo de ilustrar a ideia de profissões do futuro é este.

Hoje, as automações se voltam para o aumento da segurança e para a facilitação ou comodidade de uma residência. As frentes mais exploradas são as seguintes:

  • Portas e portões;
  • Banheiras e chuveiros;
  • Janelas e cortinas;
  • Luzes e som ambiente;
  • Eletrodomésticos.
Imagem: divulgação

Unindo a usinagem ou ferramentaria de precisão com tecnologias de programação, robótica e automação em geral, os engenheiros têm desenvolvido portas e portões que contam não apenas com controles remotos, mas com operação por meio de voz, de digital dos dedos e até reconhecimento facial ou da íris dos olhos. Uma tecnologia assim também pode evitar assaltos e acionar a polícia automaticamente.

Quando se fala em banheiras, por exemplo, hoje é possível um motorista acionar esse recurso à distância, desde o volante do seu carro. De modo que enquanto dirige de volta para casa ela vai enchendo de água e já vai se aquecendo conforme o programado.

A robótica também pode ajudar em ambientes cuja iluminação e até música de fundo se acionam sozinhas por sensor de presença. Essas funções permanecem ativas enquanto houver gente no recinto e quando a pessoa parte elas se desativam novamente.

As geladeiras robotizadas também terão funções incríveis: conectadas com o smartphone dos donos, elas poderão chegar ao ponto de indicar o término próximo de um item de supermercado, como um alimento, bebida, verdura ou fruta, e informar por mensagem.

Portanto, as instituições educacionais já não podem ignorar a importância que um engenheiro mecânico, um programador de inteligência artificial, um desenvolvedor de robótica, entre outros, terão no futuro do mercado profissional.

Os robôs substituirão nossa força de trabalho?

Imagem: divulgação

Do que foi dito acima, é possível deduzir que o ensino de robótica é fundamental e pode trazer vantagens para quem vai se inserir no mercado de trabalho não apenas no longo prazo, mas também a médio e curto prazo.

Hoje a demanda por profissionais assim já tem crescido cada vez mais. Além dos exemplos dados, podemos recordar que já existem robôs sendo empregados em hospitais, os quais operam algumas cirurgias. Ainda que, por enquanto, sob supervisão de um médico.

Em outros casos, já é possível ir em alguns bares de países de primeiro mundo e ver braços mecânicos (ou seja, robóticos) realizando a mistura das bebidas e fazendo drinks para os visitantes.

Esses exemplos servem para mostrar como tudo isso, mais do que estar próximo em termos de tempo, já está acontecendo em muitos lugares do mundo.

Além disso, uma vez que os robôs substituirão cada vez mais a força de trabalho humana, os profissionais do futuro também serão medidos por sua excelência em termos de posicionamento, liderança, postura e demais virtudes profissionais.

Seguindo as menções que fizemos sobre robótica automobilística: é possível ministrar uma aula a respeito de freio automotivo, por exemplo, explorando como a tecnologia robótica poderá agregar a tais recursos, evitar acidentes e salvar vidas.

Com isso, a consciência cívica da criança pode ser desenvolvida em paralelo com a parte técnica.

De fato, unir teoria e prática é o que a maioria das escolas tem feito, buscando atingir ou desenvolver os seguintes pontos:

  • A disciplina individual;
  • A capacidade de solucionar problemas;
  • A criatividade e a expressividade;
  • A responsabilidade individual;
  • Capacidades de planejamento e organização;
  • Autonomia e autodesenvolvimento;
  • Trabalho em equipe e liderança.

Vivemos na era da Indústria 4.0, da Web 4.0 e até da Educação 4.0. Todos esses conceitos remetem, justamente, à interconexão que as instituições e tecnologias têm atingido, sempre com foco na máxima realização humana individual.

Por isso mesmo, as vantagens que a robótica pode oferecer às instituições de ensino são incríveis. Mais ainda, são os benefícios que os alunos que desfrutam desse tipo de educação receberão durante sua formação.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Deixe uma resposta